Unodc afirma que 246 milhões usaram drogas ilícitas em 2013 [30/06/2015]
Unodc afirma que 246 milhões usaram drogas ilícitas em 2013
Relatório da agência da ONU mostra que os homens consomem mais maconha, cocaína e anfetaminas e as mulheres prescrições médicas de opioides e tranquilizantes
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O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, afirmou que 246 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos, fizeram uso de drogas ilícitas em 2013.
O novo relatório Mundial sobre Drogas 2015, divulgado na última sexta-feira (26), mostra que os homens consomem mais maconha, cocaína e anfetaminas e as mulheres prescrições médicas de opioides e tranquilizantes.
O documento diz que 27 milhões são considerados fortes usuários, sendo que metade faz uso de drogas injetáveis. A agência da ONU calcula que 1,6 milhão de pessoas que injetam drogas ilegais são portadoras de HIV.
O relatório afirma que o Brasil é o maior mercado de cocaína na América do Sul. O país serve de trânsito para o transporte das drogas. Ele recebe o produto, principalmente, da Bolívia, do Peru e da Colômbia e envia para a Europa, África e Ásia.
Segundo o Unodc, o consumo de cocaína na América do Sul quase dobrou entre 2010 e 2012, chegando a 3,3 milhões de pessoas por causa do aumento do uso no Brasil. A prevalência anual do consumo de coca no país é de 1,75% entre a população de 16 a 64 anos.
A repressão também aumentou, a polícia federal brasileira apreendeu 42 toneladas de cocaína e 222 toneladas de maconha em 2013. Em operações conjuntas, as autoridades conseguiram destruir mais de 900 mil pés de maconha por todo o país.
O diretor-executivo da agência, Yury Fedotov, disse que apesar do consumo de drogas no mundo ser estável, apenas um em cada seis usuários tem acesso ao tratamento.
Segundo ele, as mulheres sofrem ainda mais com o problema. Fedotov explicou que um em cada três usuários no mundo é mulher, mas somente 20% delas conseguem se tratar.
O chefe do Unodc afirmou que mais de 187 mil pessoas morreram no mundo por problemas relacionados às drogas em 2013, um número considerado "inaceitável".
O relatório tem como foco também um desenvolvimento alternativo, que é uma estratégia de longo prazo para fornecer fontes de renda aos agricultores que dependem do cultivo da droga.
Essa atividade é causada por diversos fatores, incluindo a falta de segurança, marginalização e a situação política e social das comunidades rurais.
O objetivo do desenvolvimento alternativo é reduzir essas vulnerabilidades e eliminar as plantações de drogas ilícitas.
Segundo o Unodc, esse tipo de estratégia funciona quando há uma visão de longo prazo, financiamento adequado e apoio político.
Edgard Júnior
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