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Hoje são cerca de 50 milhões de jovens no Brasil entre 15 e 29 anos. Há quase duas décadas esse número – cerca de ¼ da população brasileira – se mantém, o que é considerado um “bônus demográfico”. Bônus por ser a população com potencial para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Apesar disso, é o grupo mais vulnerável nas recessões do país, entre outras crises, como a pandemia de covid-19.
Brasileiros com idade entre 15 e 19 anos e 20 e 24 anos são novamente os mais afetados pelo recuo de renda no país. Isso aconteceu no período de recessão, entre 2015 e 2019, e se repetiu entre o primeiro e segundo trimestres de 2020, com perdas de renda de 34,2% e 26%, respectivamente, segundo o Centro de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas - FGV Social. O recuo de renda continuou subindo durante a pandemia, e o primeiro trimestre de 2021 apontou o índice de 29,7% de desemprego entre a população de 18 a 24 anos, enquanto a taxa geral de desemprego no país era de 13,3%.
Nos últimos anos, os índices de satisfação com a vida, preocupações e qualidade do ensino também vêm piorando entre os jovens brasileiros. Os dados são da pesquisa recente “Jovens: Projeções Populacionais, Percepções e Políticas Públicas”, da FGV Social, parte do projeto Atlas da Juventude, coordenado pelo Em Movimento e pelo Pacto da Juventude pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Sociedade Civil. De acordo com o estudo, os jovens estão se preocupando muito mais, uma “hiper preocupação juvenil”, sorrindo e gargalhando muito menos e com o índice mais baixo de satisfação com a vida.
Somado a tudo isso, o Brasil ainda sairá perdendo – e não só o país, a tendência é mundial, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) - com uma redução significativa de sua população jovem nos próximos 40 anos, como também indica a pesquisa. O diretor da FGV Social e autor do levantamento, Marcelo Neri, diz que “A transição no Brasil está sendo super acelerada. Não aproveitamos esse bônus demográfico, não crescemos quando o vento soprava a favor e não qualificamos bem nossa população”. Situação bastante desfavorável ao futuro cenário econômico do país.
O debate será ao vivo e a distância com o presidente do Conselho Nacional de Juventude - Conjuve, Marcus Barão; a coordenadora do Programa de Embaixadores do Dia Internacional da Juventude - IYD Brasil, Raquel Miranda; e a socióloga, associada à ONG Ação Educativa – SP, Helena Abramo.
O programa é nesta quinta-feira (26/8), das 11h às 12h, e você também é nosso convidado. Aproveite para esclarecer dúvidas enviando perguntas e comentários pelas redes sociais e pelo whatsapp do Canal Saúde (21) 99701-8122. As participações podem ser antecipadas ou encaminhadas durante o ao vivo.
Dica importante
Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.
Sobre o Sala de Convidados
Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde, e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia, com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.
Como assistir
Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.
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