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Rio: No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, médicos alertam população sobre riscos da doença
Uma equipe de aproximadamente 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e psicólogos do instituto fará até as 15h medições de pressão arterial e glicose. Leia mais.
Para marcar o Dia Nacional de Combate à Hipertensão, o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac) promove hoje (26/04) evento aberto à população na Praça da Cobal, no bairro do Humaitá, zona sul da capital fluminense. O objetivo da ação é levar ao conhecimento do público todos os malefícios que a hipertensão arterial pode causar à saúde das pessoas, além de outros fatores de risco que podem acarretar doenças cardiovasculares.
Uma equipe de aproximadamente 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e psicólogos do instituto fará até as 15h medições de pressão arterial e glicose. Eles também estão conferindo o peso e a circunferência abdominal para completar o check-up. O Ministério da Saúde estima que cerca de 20% da população brasileira sejam hipertensos.
Segundo o cardiologista Rogério de Moura, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão é uma doença silenciosa, por isso é muito importante tomar atitudes preventivas. “O mais importante é a prevenção. Os hábitos saudáveis que a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda são dietas adequadas com pouca gordura e sal, realização de atividade física e as consultas periódicas.”
De acordo com Moura, também é preciso evitar o consumo excessivo de álcool e abolir o tabagismo. Segundo ele, são dois hábitos que prejudicam o tratamento e potencializam o surgimento da doença.
Rogério de Moura acrescenta que os pais precisam dar mais atenção aos hábitos alimentares dos filhos.“Uma criança não saudável é um adulto com doença, isso é exponencial, quanto menos se prevenir, mais doença no futuro”, destacou.
A hipertensão é uma doença que eleva a pressão nos vasos sanguíneos podendo comprometer órgãos importantes como o cérebro, coração e rim. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das principais consequências da falta de controle da doença é a redução da expectativa de vida em 16 anos.
O pesquisador revelou que, na Amazônia, mais de 60% dos casos são diagnosticados nos 3.500 postos de saúde da região nas primeiras 48 horas, “o que faz toda a diferença para salvar a vida do paciente, no caso da espécie Plasmodium, tipo de parasita que causa a malária e que mata”. Ele destacou que é uma necessidade os médicos considerarem que malária “é uma emergência médica e tem que ser tratada imediatamente”.
A Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas, também ligado ao Ministério da Saúde, abrigam dois centros de primatologia, onde são desenvolvidos estudos para o desenvolvimento de vacinas que podem salvar vidas de pacientes com malária.
De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 milhões de casos de malária são registrados a cada ano no mundo, com cerca de 600 mil a 700 mil mortes. Dessas, 80% são crianças com menos de 5 anos e mais de 90% estão na África, abaixo do deserto do Saara.
Ribeiro ressaltou que, graças ao aporte financeiro de instituições como a Fundação Melinda e Bill Gates, pesquisadores do mundo inteiro dispõem hoje de R$ 2 bilhões por ano para realizar pesquisas que permitem vislumbrar a eliminação da malária do planeta. Ele avaliou, porém, que seriam necessários R$ 6 bilhões por ano para atingir esse objetivo.
Fonte: Agência Brasil