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Profissionais da rede pública no Rio terão treinamento sobre hipertensão

Notícias

Profissionais da rede pública no Rio terão treinamento sobre hipertensão [09/04/2018]



Profissionais da rede pública no Rio terão treinamento sobre hipertensão
O treinamento será oferecido pela Socerj, durante o 35º congresso da entidade, que será realizado de quarta (11) a sexta-feira (13)

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Cerca de 600 profissionais das redes municipal e estadual de saúde do Rio de Janeiro receberão um treinamento para diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes com hipertensão arterial. O treinamento será oferecido pela Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj), durante o 35º congresso da entidade, que será realizado de quarta (11) a sexta-feira (13).

Além de oferecer o treinamento, a Socerj preparou um manual que ficará disponível no site da Sociedade, com informações sobre a doença para profissionais de saúde. “O profissional de saúde, muitas vezes, tem dificuldade de acesso às informações mais novas, aos últimos ensaios clínicos, às últimas formas de diagnóstico e de tratamento”, disse o presidente do Departamento de Hipertensão da Socerj, Armando da Rocha Nogueira.

De acordo com a Sociedade, o Rio de Janeiro é o estado brasileiro com maior prevalência da doença, com 31,7 casos para cada 100 mil habitantes. A hipertensão é fator de risco para várias doenças cardiovasculares que, no Brasil, são responsáveis por 30% das mortes.

Um dos principais problemas, segundo Nogueira, é a pouca adesão dos pacientes ao tratamento oferecido. Ele explica que, no país, apenas 20% dos pacientes mantêm a doença sob controle. “Na realidade, há um esforço muito grande para treinar os médicos e tentar divulgar o máximo isso para a população, porque precisamos reverter isso aí. As pessoas precisam saber se têm hipertensão arterial e, caso tenham, ser tratadas corretamente, com acompanhamento e com facilidade para que esse tratamento seja mantido”, disse.

O diagno stico da hipertensão arterial é feito quando a pressão arterial e maior ou igual a 140 mmHg (sistólica) por 90 mmHg (diastólicas), aferidas em pelo menos duas consultas médicas distintas.

Vitor Abdala
Agência Brasil