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Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz completa 10 anos

Notícias

Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz completa 10 anos [24/10/2024]



A Fiocruz adota os princípios e promove as práticas da ciência aberta para democratizar o acesso ao conhecimento produzido na instituição. Para isso, vem investindo em políticas, infraestruturas e iniciativas de educação para garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de obras intelectuais produzidas pela instituição. A Fundação lançou sua Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, em 2014, reforçando seu compromisso com o acesso à informação científica. A Política faz dez anos e esse marco é celebrado agora na Semana Internacional de Acesso Aberto de 2024, que ocorre de 21 a 27 de outubro. 

Vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), Cristiani Vieira Machado assegura que esse é o caminho para democratizar o conhecimento. Ela entende que a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento é importante para disseminar e fazer avançar as práticas que demandam uma mudança de cultura na forma de produzir ciência. “Sem a institucionalização, há o risco elevado de descontinuidade, ou o risco de a política ficar insulada em nichos. A institucionalização não se dá só pela publicação do documento. Ela se dá pela existência de fóruns permanentes participativos, que estão construindo coletivamente, atualizando, debatendo, avançando, se dá pela disseminação das informações de diferentes formas”, observou em entrevista.  

Cristiani lembrou que a Fiocruz foi uma das instituições pioneiras a ter a sua Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, mas já atuava com essa perspectiva antes de sua publicação. “A política é fruto de amadurecimento de iniciativas anteriores”, salientou. Por isso, a Fundação é uma referência entre instituições públicas que acreditam e lutam por essa nova forma de produzir ciência. A vice-presidente diz que é necessário manter um debate contínuo e estabelecer a adoção de políticas que reforcem o conhecimento científico como bem público, elemento fundamental para a concretização do direito à ciência e à saúde. Esse entendimento, segundo ela, se opõe à ideia de que o conhecimento científico pode ser comercializado.

Para o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho, a Fiocruz tem a missão de, em 2024, atualizar a política, ampliando seu escopo e incorporando novos desafios. Ele compreende que “o fortalecimento da 'cultura de acesso aberto' é estratégico para ampliar as ações de Ciência Aberta na fundação”. Diante da ausência de uma legislação nacional, Rodrigo disse acreditar ser “essencial o fortalecimento das políticas nas instituições e dos elos de articulação entre os órgãos comprometidos com a ciência aberta”. 

Segundo ele, a Política de Acesso Aberto da Fiocruz criou um regramento importante – tornando mandatórios os depósitos de teses, dissertações e artigos científicos no repositório Arca –, ampliando e consolidando práticas já existentes, e impulsionou a construção de uma 'cultura de acesso aberto' na instituição. Com isso, outros acervos, não mandatórios – como vídeos e demais produtos audiovisuais –, passaram a ser disponibilizados de forma mais intensiva, incorporando os fundamentos da Política. 

Já Vanessa de Arruda Jorge, coordenadora de Informação e Comunicação (Cinco) da Vpeic/Fiocruz, avaliou que a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento é fruto de muito debate e de trabalho de pessoas que se envolvem com o tema há anos. Para ela, esse ano é de celebração e um momento de reflexão. “É um ano para se olhar tanto para trás, para os princípios que nos levaram a essa política, mas também para refletir sobre o que aconteceu no cenário nacional e internacional nesses 10 anos em relação ao acesso aberto. E pensar também quais são os nossos desafios e obstáculos e como nós avançamos nessa discussão, sempre olhando para os princípios norteadores que construíram essa política", observou no 1º Encontro de Tecnologias e Acesso Aberto, em junho, na Biblioteca de Manguinhos.

Nestes dez anos, a Fiocruz criou um ecossistema para promover e fortalecer a disseminação, garantir o acesso e dar visibilidade ao conhecimento gerado na instituição. Todo esse trabalho foi consolidado por iniciativas importantes como os Arca repositórios Arca Arca Dados e, o Portal de Periódicos, o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Observatório CT&I), a Editora Fiocruz, e a Porto Livre, e muito mais.

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Liseane Morosini e Simone Intrator (Vpeic/Fiocruz)
Agência Fiocruz de Notícias