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Você sabe o que é pobreza menstrual? Estamos falando de saúde e dignidade menstrual que, a partir da falta de recursos, infraestrutura e conhecimento sobre o próprio corpo, são deixadas de lado evidenciando desigualdades sociais, além de preconceitos. É um tema relacionado aos Direitos Humanos por negar o direito de as pessoas cuidarem da higiene menstrual e evitarem riscos para a saúde física (que podem levar a óbito) e emocional.
Esta é uma realidade brasileira, apesar de o reconhecimento da questão no país estar mais relacionado a mulheres encarceradas, segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) “A Pobreza Menstrual Vivenciada Pelas Meninas Brasileiras”, de maio de 2021.
Os dados apresentados no documento demonstram que a falta de garantia de água, saneamento e higiene nos espaços em que boa parte da população vive violam os direitos de crianças e adolescentes que menstruam à escola de qualidade, moradia digna, saúde, inclusive sexual e reprodutiva. É algo que se apresenta desde muito cedo como um fenômeno transdisciplinar e multidimensional.
A pobreza menstrual é caracterizada também pela falta de acesso a produtos adequados como absorventes descartáveis ou de tecido reutilizáveis, coletores e calcinhas menstruais, papel higiênico, sabonete, entre outros, e a medicamentos ou pela carência de serviços médicos.
O Sala de Convidados desta quinta-feira (9/12) vai ao ar ao vivo, das 11h às 12h, trazendo iniciativas bem-sucedidas em alguns estados brasileiros para lidar com a falta de políticas públicas para o enfrentamento da questão e depoimentos de jovens sobre suas experiências desde o início da menstruação.
A apresentadora Yasmine Saboya conversará no dia com a advogada e integrante do Comitê de Ética e Dados de Geledés Instituto da Mulher Negra, Raphaella Reis; a conselheira nacional de saúde e membro da Comissão da Saúde da Mulher, Vanja dos Santos; e a médica, Secretária de Estado de Políticas para as Mulheres da Bahia, Julieta Palmeira.
Você também é nosso convidado. Aproveite para esclarecer dúvidas enviando perguntas e comentários pelas redes sociais e pelo whatsapp do Canal Saúde (21) 99701-8122. As participações podem ser antecipadas ou encaminhadas durante o ao vivo.
Dica importante
Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.
Sobre o Sala de Convidados
Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde, e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia, com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.
Como assistir
Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.
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