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As plantas são utilizadas de forma terapêutica desde os primórdios da humanidade. Esse conhecimento, fruto do saber popular, é passado de geração para geração e impacta a vida das pessoas de forma positiva. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população de países em desenvolvimento é bem-sucedida no uso de plantas com potencial terapêutico.
A fitoterapia, ou seja, o uso de vegetais “in natura” ou como medicamentos para o tratamento de doenças, é parte da cultura popular. No Brasil, ela está relacionada às práticas indígenas, influenciada pelas culturas africana e portuguesa. Por ser cultural e pelo fato de o país ser detentor da maior parte da biodiversidade mundial (entre 15% e 20%), o Ministério da Saúde aprovou, em 2006, a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF).
São mais de duas mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) que disponibilizam fitoterápicos e plantas medicinais na Atenção Básica. É uma prática integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que amplia o acesso da população aos serviços e produtos das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) de forma segura e com atuação multiprofissional.
Nesse contexto, temos ainda os hortos municipais de plantas medicinais, que funcionam como fonte de matérias-primas para o uso de profissionais de saúde e da população nas UBS, além de servirem como fonte também de mudas para os jardins da comunidade e ser local de ações de educação popular e educação permanente, e a Farmácia Viva, instituída em 2010, como parte da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Pnaf) e do SUS, que compreende todas as etapas de preparo das plantas medicinais, desde o plantio até à dispensação nas Unidades Básicas de Saúde.
O Sala de Convidados traz o tema para o debate nesta quinta-feira (18/11), das 11h às 12h. A apresentadora Yasmine Saboya receberá, ao vivo e a distância, o pesquisador do Observatório Nacional de Saberes Tradicionais e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPics) e doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade de São Paulo (USP), Pedro Crepaldi Carlessi; a farmacêutica, membro da diretoria da Associação Brasileira de Farmácias Vivas (ABFV) e especialista em Plantas Medicinais e Fitoterapia e em Homeopatia, Jaqueline Guimarães; e a agricultora, benzedeira, raizeira e mateira de Exu (PE), Maria Silvanete Lemen.
Você também é nosso convidado. Aproveite para esclarecer dúvidas enviando perguntas e comentários pelas redes sociais e pelo whatsapp do Canal Saúde (21) 99701-8122. As participações podem ser antecipadas ou encaminhadas durante o programa ao vivo.
Dica importante
Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.
Sobre o Sala de Convidados
Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde, e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia, com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.
Como assistir
Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.
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