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Pesquisa analisa terreno da Refinaria de Manguinhos e alerta sobre riscos à saúde

Notícias

Pesquisa analisa terreno da Refinaria de Manguinhos e alerta sobre riscos à saúde [28/02/2013]



Pesquisa analisa terreno da Refinaria de Manguinhos e alerta sobre riscos à saúde

Intitulada Diagnóstico socioambiental de Manguinhos, a pesquisa está na fase de análise dos contaminantes

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Da redação do Jornal da Saúde
com informações da Agência Fiocruz de Notícias


Mais do que um alerta aos possíveis riscos de danos à saúde da população, a nova pesquisa em desenvolvimento na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) é um aviso a autoridades do Estado do Rio de Janeiro, pesquisadores, atores comunitários e a população em geral. O estudo trata da região em que se localizava a já desativada Refinaria de Petróleo de Manguinhos, cercada pelas comunidades do Complexo de Manguinhos e pelos bairros da Maré, do Caju e de Benfica. No terreno, o governo estadual pretende implantar um projeto habitacional para a população de baixa renda. No entanto, segundo a pesquisadora da Ensp/Fiocruz Rosália Maria de Oliveira, é impossível descontaminar ou tratar a área da refinaria para que se torne propícia para o assentamento humano.

Intitulada Diagnóstico socioambiental de Manguinhos, a pesquisa está na fase de análise dos contaminantes, enfocando na investigação de três classes de compostos: BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e os metais pesados (chumbo, cádmio e zinco). Os responsáveis por esse diagnóstico são Rosália e Paulo Roberto de Abreu Bruno, também pesquisador da escola. Segundo Rosália, esses poluentes são característicos de uma indústria que refina petróleo e estoca combustíveis, o que gera uma série de problemas para a saúde da população. No grupo dos BTEX, explica a pesquisadora, o benzeno é comprovadamente cancerígeno para humanos e causa leucemia. Entre os HPAs, vários compostos também são cancerígenos em humanos.

Para alcançar mais algumas das metas de ação, os pesquisadores conseguiram entrar no Programa Estratégico de Apoio à Pesquisa em Saúde (Papes 6), da Fiocruz, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Paulo Bruno relatou que, por regras de execução dos projetos, o recurso do Papes é limitado a determinados tipos de gastos. Por isso, para prosseguir com o trabalho, os dois pesquisadores contam, hoje, com o apoio da direção da Ensp.

* O Jornal da Saúde é um telejornal ao vivo. Exibido todo dia, às 13h. Reprise às 16h30 e às 18h30. Veja vídeos de nossas edições anteriores.
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