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Participantes de Pré-Conferência defendem direito à comunicação e à saúde

Notícias

Participantes de Pré-Conferência defendem direito à comunicação e à saúde [07/04/2017]



Participantes de Pré-Conferência defendem direito à comunicação e à saúde
Essa foi uma etapa preparatória para a I Conferência Livre de Comunicação em Saúde, que acontecerá de 18 a 20 de abril, em  Brasília
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A defesa do direito à comunicação, o fortalecimento do SUS e a importância de se incluir nos debates sobre as políticas de comunicação e saúde as populações mais vulneráveis foram algumas das questões discutidas  durante a Pré-Conferência de Comunicação e Saúde realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com participação aberta à sociedade, o encontro contou com a presença de representantes de conselhos de saúde, organizações não governamentais, movimentos sociais, universidades, comunicadores e jornalistas, além de trabalhadoras e trabalhadores da Fiocruz. 
 
Essa foi uma etapa preparatória para a I Conferência Livre de Comunicação em Saúde, que acontecerá de 18 a 20 de abril, em  Brasília. O processo de aprovação e organização da Conferência foi apresentado pelo conselheiro nacional de saúde Fernando Pigatto. Além disso, foi realizado o lançamento da Política de Comunicação da Fiocruz, com a presença da presidenta da Fundação, Nísia Trindade. Décadas de práticas e reflexões sobre comunicação em saúde na Fiocruz foram agora organizadas em diretrizes que devem ser seguidas pela presidência, profissionais  e estudantes de comunicação e todas as unidades da Fiocruz. 
 
A Pré-Conferência contou também com uma mesa de debates. O direito à comunicação como direito ao acesso à informação e também direito à voz foi a tônica da fala da pesquisadora Inesita Araújo, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz). Para isso, segundo ela, é preciso que se instale outra ordem de comunicação, tendo como princípio a equidade. "A comunicação chapa branca é a coisa mais desastrosa que existe", afirmou.  Para a pesquisadora, a Fiocruz tem uma grande responsabilidade na garantia desse direito. "Se nós não caminharmos nessa direção, quem vai caminhar?", provocou.  
 
A jornalista e representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Bia Barbosa, também defendeu o direito humano à comunicação e atualizou os participantes sobre a agenda do Congresso Nacional e do executivo federal em relação ao tema, com projetos de lei que representam retrocessos em relação à privacidade na internet e perda do caráter público da Empresa Brasil de Comunicação. "A comunicação como direito requer que sejam elaboradas políticas públicas para o setor", defendeu. Bia lembrou ainda que a disputa de ideias através da veiculação de conteúdos via internet é insuficiente, visto que apenas 50% da população brasileira está conectada. 
 
Diego Francisco, jornalista e ativista, jovem negro morador do Morro do Borel, trouxe a voz dos usuários do SUS. "De verdade, na outra ponta, a gente está morrendo", contou, lembrando as mais de 180 mortes em conflito com agentes de segurança no Estado do Rio de Janeiro durante os dois primeiros meses de 2017. Francisco ressaltou o impacto da falta de segurança pública na saúde, com problemas como o de depressão de familiares de pessoas assassinadas. Nesse cenário, a comunicação comunitária tem sido essencial para a sobrevivência. "As redes construídas a partir da comunicação têm garantido a vida das pessoas", afirmou. 
 
À tarde, os participantes reviram e fizeram sugestões de alteração e atualização da “Carta aos?às participantes da 15ª Conferência Nacional de Saúde – Direito à Comunicação e Informação para Consolidar a Democracia e o Direito à Saúde”, assinada pela Fiocruz e outras 20 instituições e apresentada durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, em 2015, e que deu origem a uma Moção de Apoio aprovada na plenária da mesma conferência. O documento produzido a partir das discussões de ontem será levado como contribuição para a I Conferência Livre de Comunicação em Saúde. 
 
Mônica Mourão