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Onde está o SUS?

Notícias

Onde está o SUS? [25/01/2017]



Onde está o SUS?
Modelo de saúde pública brasileiro vai além das unidades de saúde
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Qual é a primeira coisa que lhe vem à mente quando se fala em SUS (Sistema Único de Saúde)? Provavelmente você deve imaginar pessoas sendo recebidas em um hospital... Ou crianças atualizando a caderneta de vacinas... Até mesmo prontos socorros recebendo vítimas de acidentes de trânsito... Mas você já parou para pensar nas inúmeras outras circunstâncias do dia a dia em que o SUS está presente?
 
Recentemente, o Brasil se deparou com uma tragédia aérea envolvendo a Associação Chapecoense de Futebol. E quem estava lá para auxiliar no transporte das vítimas? O SUS! Sabe por que? Porque sempre que há eventos de catástrofe ou calamidade pública, a equipe da Força Nacional do SUS é acionada. No caso da Chapecoense, ela foi convocada para dar suporte à embaixada brasileira na Colômbia.
 
Na primeira fase, o trabalho da Força Nacional do SUS foi de auxílio na identificação dos corpos das vítimas e nos relatórios de atestados de óbito. Depois passou para o translado dos sobreviventes em condições de serem transportados para o Brasil (Rafael Henzel e Alan Ruschel – radialista e atleta da Chapecoense, respectivamente).
 
“A Força Nacional de Saúde está pronta para atuar a qualquer momento. Basta ser requisitada. E foi assim que nós agimos no caso da Chapecoense. Fizemos o transporte com segurança e com todos os cuidados necessários aos dois pacientes críticos, mas com quadro estabilizado. Vieram muito bem. Foi um trabalho muito bem feito pela Força. E esse trabalho é do SUS”, destaca o diretor de Atenção Hospitalar e de Urgência do Ministério da Saúde, Edgar Tolini.
 
Na comida
 
Sabe outro lugar que o SUS está e você quase não se lembra? Nos alimentos industrializados! Entre as principais estratégias do SUS de promoção à saúde estão os acordos firmados com a indústria para reduzir a quantidade de sódio, açúcar e gordura dos alimentos. Para ter uma ideia, quase 15 toneladas de sódio já deixaram de ser consumidas pelos brasileiros em quatro anos de acordo com a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). A redução equivale a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal. O total preencheria mais de 52 km de uma estrada com todos os caminhões alinhados. A meta é que, até 2020, as fábricas do setor promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.
 
“Nossa preocupação é tentar fazer o possível para colaborar. Esperamos conseguir, inclusive, preparar, de maneira eficaz, a tecnologia para fazermos também a redução do açúcar, com o mesmo sucesso e ritmo que tivemos na redução de sódio”, afirma o presidente da Abia, Edmund Kloz.
 
O consumo excessivo de sódio é fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, que atualmente respondem por 72% dos óbitos no Brasil. A redução do sódio em alimentos processados faz parte das estratégias de alimentação e nutrição que estão alinhadas com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis.
 
Tabagismo
 
Você lembra quando foi a última vez que viu uma propaganda de cigarros na TV, no rádio ou nas ruas? Há muito tempo, não é?! E aquelas imagens impressas no verso dos pacotes de cigarro? A vontade é de largar o fumo na hora! Fumaça de cigarro no avião? Nunca mais! Melhor ainda é poder sair para fazer uma saborosa refeição e não sentir mais aquele cheiro e fumaça que tomavam conta do ambiente. Então... O SUS também está ai em todas essas situações que você imaginou.
 
Nos últimos 30 anos, o Sistema Único de Saúde promoveu o controle do tabagismo com essas e muitas outras ações. Desde 2011, com o advento da Lei Antifumo, por exemplo, caiu em mais de 34% o número de fumantes passivos no ambiente de trabalho. Também houve queda de 22% nos domicílios. Tudo isso porque essa lei proibiu o tabaco em locais públicos fechados total ou parcialmente. Além de restringir a publicidade e acabar com os fumódromos.
 
Fumo entre adultos  
 
O impacto das ações do SUS na luta contra o tabagismo são animadores. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, o número de fumantes adultos nos últimos dez anos reduziu 33,8%. Agora, apenas 10,4% da população das capitais brasileiras ainda mantêm o hábito de fumar. Em 2006, eram 15,7%. Mas ainda há muito a ser feito para livrar o Brasil desse vício que avilta a sociedade. Os homens continuam sendo os que mais consomem tabaco (12,8%), ao passo que as mulheres fumantes correspondem a 8,3% da população feminina. Há 10 anos, esse número era de 20,3% entre os homens e 12,8% nas mulheres. Mais que números, esses são resultados da atuação do SUS que nem sempre são lembrados.
 
Mas e você? Fuma? Já perdeu algum parente ou amigo vítima do cigarro? Pois é... As doenças geradas pelo tabagismo ainda acarretam em aproximadamente 200 mil mortes por ano no Brasil. No mundo são seis milhões de óbitos anuais, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
 
O tabaco pode provocar o desenvolvimento de doenças como câncer e enfermidades pulmonares e cardiovasculares. O custo de um maço de cigarros pode não ser dos mais baratos. Mas muito mais caro são os R$ 23 bilhões ao ano que o sistema de saúde gasta tratando dessas doenças. Já imaginou um Brasil sem fumantes? O que poderia ser feito com a economia desses R$ 23 bilhões? Imaginou o futuro? É preocupante porque a frequência de fumantes é maior nas pessoas de 25 a 65 anos.
 
Você não fuma?!
 
Já imaginou que você pode ser um fumante mesmo nunca tendo tragado um cigarro? Fumante passivo! Acontece quando as pessoas não fazem uso do tabaco, mas acabam respirando a fumaça do cigarro e de outros derivados de tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo. Perde para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.
 
A fumaça do cigarro pode provocar problemas de saúde. Ela causa irritação nasal, nos olhos e na garganta. Também pode gerar dor de cabeça, vertigem, náuseas, tosse e dificuldades respiratórias. Em casos mais extremos, a pessoa pode desenvolver câncer de pulmão e outras complicações respiratórias. E ai, ficou sem ar?!
 
Entre os muitos brasileiros que pararam de fumar está o advogado paraense Clériston Sá, de 31 anos. Há dois anos ele abandonou o cigarro. “Decidi parar de fumar porque meu avô teve enfisema pulmonar. Acompanhei todo o sofrimento dele e não queria ter o mesmo fim. Hoje, além de eliminar os possíveis problemas de saúde que o cigarro provoca, eu me sinto mais disposto. Tenho roncado cada vez menos, dormido e respirado melhor”, revela Sá.
 
Na cidade
 
Com que frequência você faz atividade física? Já pensou em calçar um bom tênis e se exercitar pela cidade? Sabe onde o SUS entra nisso? Na promoção de espaços públicos que permitam práticas corporais e atividades físicas. Exemplo disso é que, desde 2011, o Ministério da Saúde ajuda a implantar polos do programa Academia da Saúde, que são espaços públicos dotados de infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para que a população possa se exercitar.
 
“Academia para mim é uma tortura”! Sério? E se ela envolvesse a comunidade, conectasse pessoas, criasse vínculos, desenvolvesse a cultura local? Essas questões têm impacto sobre a saúde. Imagine uma aula de Frevo na cidade de Olinda/PE. Cores, cultura, folclore, encontros, movimento, dança... Saúde! Imaginou tudo isso? Então, a Academia da Saúde pode ser assim. Isso porque ela não se restringe a realização de atividades físicas ou promoção da alimentação saudável. Mais do que isso, ela muda a realidade da comunidade, a educação, as práticas artísticas e culturais. É saúde para corpo, mente e espírito.
 
Atividade física e as práticas corporais são as principais ações de intervenção sobre os fatores de risco de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.
 
A pessoa é considerada sedentária quando não faz no mínimo 30 minutos de exercício durante cinco dias na semana. Lembre-se: nunca é tarde para começar a se exercitar!
 
“Os polos de Academia da Saúde estão em funcionamento em mais de 2.800 municípios. E ainda existem 4,2 mil propostas de polos habilitados. É fundamental que as pessoas deixem o sedentarismo, se movimentem. O exercício físico é a melhor maneira de se prevenir doenças”, enfatiza o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
 
Em toda parte
 
O SUS está em toda parte. Está no dia a dia da sua família. É só olhar com atenção...
 
Está na sua casa, quando você recebe um agente de saúde e ajuda a combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e o vírus Zika. O SUS está no momento em que você vai se relacionar com alguém e usa camisinha para se proteger de infeções e doenças sexualmente transmissíveis.
 
Na escola dos seus filhos, quando eles recebem informações de qualidade com a ajuda do programa Saúde e Prevenção nas Escolas. E no restaurante em que você costuma almoçar porque a vigilância sanitária garantiu que todo o rigor de higiene, conservação, armazenamento e preparo dos alimentos foi seguido pelo estabelecimento.
 
Consegue imaginar agora como o SUS está perto de você?
 
Luiz Philipe Leite