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Meta de redução de emissão de gases de efeito estufa para 2020 não será cumprida, aponta relatório

Notícias

Meta de redução de emissão de gases de efeito estufa para 2020 não será cumprida, aponta relatório [21/11/2012]



Meta de redução de emissão de gases de efeito estufa para 2020 não será cumprida, aponta relatório
Segundo o estudo, em vez de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono está aumentando em torno de 20% na atmosfera, desde o ano 2000
Da redação do Jornal da Saúde com informações da Agência Brasil
Foi divulgada hoje a terceira edição do relatório sobre emissões de gases de efeito estufa produzido pelo Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente, o PNUMA. O documento mostrou, em um novo cálculo, que a concentração de gases do aquecimento global pode ficar até 14% acima do nível que havia ficado definido como meta para 2020.
Segundo o estudo, em vez de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono está aumentando em torno de 20% na atmosfera, desde o ano 2000. A distância entre a atual situação, o que os pesquisadores projetam como cenário para 2020 e o que os cientistas consideram como índices ideais, é cada vez maior.
Há dois anos, representantes de mais de 190 países se comprometeram, na África do Sul, com ações para conter o aumento da temperatura no mundo. Ao reconhecerem a necessidade de mudanças globais para minimizar problemas decorrentes das mudanças climáticas – como grandes enchentes e secas extremas, as economias concordaram em definir metas até 2015, que deverão ser colocadas em prática por todos os países signatários a partir de 2020.
Esse conjunto de metas foi chamado de Plataforma Durban e deve substituir o Protocolo de Quioto em oito anos. O acordo global, porém, segue ainda na teoria, sob ameaça de resistência ou dificuldade de países como Estados Unidos e China em modificar padrões como o da queima de combustíveis fósseis (responsável por mais de 60% das emissões dos países mais desenvolvidos). Além disso, muitas economias europeias ainda travam a definição de questões complexas, como a transferência de tecnologia e financiamento para que países mais pobres e em desenvolvimento consigam acompanhar as mudanças globais.
Diante dos alertas pessimistas, os negociadores dos mais de 190 países que vão participar da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a ser realizada a partir da próxima semana em Doha, no Catar, sabem que as pressões para a implantação de medidas de controle das emissões vão continuar. E vão recair tanto sobre os setores produtivos, quanto sobre os governos.

Meta de redução de emissão de gases de efeito estufa para 2020 não será cumprida, aponta relatório

Segundo o estudo, em vez de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono está aumentando em torno de 20% na atmosfera, desde o ano 2000.

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Da redação do Jornal da Saúde
com informações da Agência Brasil

Foi divulgada hoje a terceira edição do relatório sobre emissões de gases de efeito estufa produzido pelo Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente, o PNUMA. O documento mostrou, em um novo cálculo, que a concentração de gases do aquecimento global pode ficar até 14% acima do nível que havia ficado definido como meta para 2020.

Segundo o estudo, em vez de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono está aumentando em torno de 20% na atmosfera, desde o ano 2000. A distância entre a atual situação, o que os pesquisadores projetam como cenário para 2020 e o que os cientistas consideram como índices ideais, é cada vez maior.

Há dois anos, representantes de mais de 190 países se comprometeram, na África do Sul, com ações para conter o aumento da temperatura no mundo. Ao reconhecerem a necessidade de mudanças globais para minimizar problemas decorrentes das mudanças climáticas – como grandes enchentes e secas extremas, as economias concordaram em definir metas até 2015, que deverão ser colocadas em prática por todos os países signatários a partir de 2020.

Esse conjunto de metas foi chamado de Plataforma Durban e deve substituir o Protocolo de Quioto em oito anos. O acordo global, porém, segue ainda na teoria, sob ameaça de resistência ou dificuldade de países como Estados Unidos e China em modificar padrões como o da queima de combustíveis fósseis (responsável por mais de 60% das emissões dos países mais desenvolvidos). Além disso, muitas economias europeias ainda travam a definição de questões complexas, como a transferência de tecnologia e financiamento para que países mais pobres e em desenvolvimento consigam acompanhar as mudanças globais.

Diante dos alertas pessimistas, os negociadores dos mais de 190 países que vão participar da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a ser realizada a partir da próxima semana em Doha, no Catar, sabem que as pressões para a implantação de medidas de controle das emissões vão continuar. E vão recair tanto sobre os setores produtivos, quanto sobre os governos. 

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