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Melhora no atendimento em saúde aumenta expectativa de vida e reduz mortalidade infantil
Um levantamento do IBGE mostrou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou ainda mais - subiu para 74,08 anos. Expansão do atendimento em saúde seria uma das principais responsáveis.
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Da redação do Jornal da Saúde
com informações da Agência Brasil
Um levantamento do IBGE mostrou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou ainda mais - subiu para 74,08 anos. E a expansão do atendimento em saúde foi uma das principais responsáveis por isso.
A avaliação foi feita por especialistas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgaram nesta quinta-feira (29) indicadores sociais atualizados com base no Censo.
No ranking de países que mais avançaram no combate à mortalidade infantil, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás apenas da Turquia, Peru e El Salvador. Aqui, as mortes passaram de 58 a cada mil nascidos vivos em 1990 para 16 a cada mil no ano passado, seperando as metas da ONU que estabeleciam que o país alcançasse a média de 19 óbitos por mil nascidos vivos até 2015.
Os pesquisadores do IBGE concordam que a melhora dos indicadores está ligada à ampliação dos serviços de saneamento nos domicílios – como tratamento de água e esgoto, que previne doenças como diarreia; além da ampliação da cobertura em saúde. Daqui para frente, no entanto, como o brasileiro vive cada vez menos em condições inadequadas, o atendimento em saúde será o diferencial.
“Todas as quedas que vão acontecer terão a ver com acompanhamento de saúde, assistência pré-natal – com a saúde pública em geral”, disse o coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luiz Antônio Pinto de Oliveira. "As diferenças nos domicílios, embora existam, não têm mais aquele impacto que tinham, quando a mortalidade era muito alta”, reforçou.
O IBGE também mostra que na última década, em termos de gênero, os homens ganharam mais tempo de vida. Na última década, eles passaram a viver 3,8 anos a mais, contra 3,4 anos a mais, no caso das mulheres. A expectativa de vida deles é de 70,6 anos e 77,7 anos para as mulheres. Em números, segundo o IBGE não é que eles vivam mais, mas que morrem menos. “A mortalidade masculina sempre foi maior, esse aumento da taxa [de esperança de vida] se deve à redução da mortalidade de adultos jovens por causas violentas”, explicou o gerente da pesquisa.
Em geral, a esperança de vida ao nascer no país aumentou 3 meses e 21 dias em 2011, na comparação com 2010 e 3 anos e 7 meses, na comparação com 2000. Em 2013, o IBGE deve divulgar as taxas por cor/raça da população.
Edição online: Tina Szabados
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