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Grupo de Trabalho discute programa para atenção às crianças com microcefalia

Notícias

Grupo de Trabalho discute programa para atenção às crianças com microcefalia [06/11/2017]



Grupo de Trabalho discute programa para atenção às crianças com microcefalia
A associação Mães de Anjos Unidas tem promovido diversas ações com o intuito de gerar uma mobilização para a necessidade de garantia de direitos 

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Dois anos após as primeiras correlações entre o aumento dos casos de microcefalia e a infecção pelo vírus Zika em gestantes, a ciência avançou dando respostas importantes no acompanhamento tanto das gestantes, quanto das crianças. Contudo, existe outro lado deste cenário que ainda carece de atenção: o aspecto social. No Rio de Janeiro, uma associação de mulheres com filhos nascidos após a epidemia, chamada Mães de Anjos Unidas, tem promovido diversas ações com o intuito de gerar uma mobilização não apenas para a questão assistencial envolvida, mas também para a necessidade de garantia de direitos.  

Como desdobramento de uma audiência pública sobre a pauta realizada no dia 10/10,  na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi criado um grupo de trabalho para tratar a elaboração de políticas públicas para pessoas com microcefalia. O primeiro encontro, sediado no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) reuniu, no último dia 18, especialistas do IFF, familiares, parlamentares e representantes da secretaria de saúde e de outras entidades públicas envolvidas com a causa.

Os presentes tiveram a oportunidade de discutir a respeito das necessidades e desafios que cercam os cuidados a essas crianças. Durante o encontro, foi informado pela Secretaria de Estado de Saúde que os remédios anticonvulsivantes estão em processo de compra e em breve serão distribuídos às famílias. Outro motivo para comemorar foi a pactuação com a Atenção Básica que garantirá o tratamento mais perto casa, inclusive em áreas do interior.

A frente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Alerj, o deputado estadual Márcio Pacheco ressaltou a importância do encontro: “Esta iniciativa é muito valiosa, pois surgiu de um movimento dos pais que vem de encontro à experiência dos profissionais que acompanham as crianças e de um estado e um município que ainda se deparam com lacunas diante deste contexto. Trata-se de um grande esforço, inclusive nosso do Parlamento, no sentido de promover um debate técnico para desenharmos um Programa Estadual de Políticas Públicas para o Atendimento às Crianças com Microcefalia”. Além de Márcio Pacheco, estiveram presentes os deputados Deodato Ferreira e Ana Paula Rechuan, além do vereador Claudio Castro.

O diretor do Instituto, Fábio Russomano, explicou que, após a audiência da Alerj, foi pensada pela equipe do IFF a criação de uma Rede Colaborativa para o acompanhamento das crianças. “O IFF se colocou como protagonista deste processo tendo em vista sua missão de Instituto Nacional e por já estar envolvido nas ações não apenas de atenção, mas também de produção de  conhecimento nesta área”, afirmou.  

Coube a fisioterapeuta Mirian Calheiros e a coordenadora de Pesquisa do IFF Elisabeth Moreira apresentarem a proposta, que está centrada em três eixos essenciais: atenção com ênfase no neurodesenvolvimento; garantia de direitos; e estratégias de capacitação e matriciamento. “Pensamos um projeto de atenção integral para crianças com alteração no crescimento e no desenvolvimento  que consiga ir além do contexto da infecção congênita do Zika Vírus. Com isso, pretendemos aumentar nosso espectro”, pontuou Miriam.

“A acolhida do IFF nesta mobilização traduz o papel da Fiocruz enquanto instituição pública de Estado. Estamos cumprindo nosso papel no campo da ciência, da assistência, mas fundamentalmente, estamos realizando uma ausculta direta com a sociedade. A Fiocruz assumiu desde o início da epidemia um grande compromisso com esta causa, liderando diversas iniciativas e hoje estamos aqui para avançar em mais uma frente”, destacou Marco Antônio Menezes,  vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.

A partir das discussões levantadas, os parlamentares se comprometeram em atuar pela garantia de direitos sociais, pela construção de uma política ampla de saúde em microcefalia e pela construção de ações envolvendo todos os municípios. A previsão é que o grupo volte a se reunir no IFF dia 29 de novembro, com o intuito acompanhar os desdobramentos do trabalho.

Aline Câmera
IFF/Fiocruz