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Governo ainda estuda proposta de contratar médicos cubanos
Ministro da Saúde afirmou, no entanto, que revalidação automática do diploma está descartada
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da redação do Jornal da Saúde
com informações da Agência Saúde
O governo brasileiro ainda estuda medidas para possibilitar a vinda de pelo menos seis mil médicos cubanos ao país. O anúncio foi feito na segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. O Conselho Federal de Medicina se posicionou contra essa proposta, à qual fez duras críticas, e ameaça ir à Justiça.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo vai continuar estudando alternativas de contratação de profissionais estrangeiros com base na experiência de outros países. Segundo Padilha, está descartada a possibilidade de revalidação automática de diplomas e a contratação de médicos de países que tenham índices de profissionais menores que o Brasil. De acordo com o ministro, “Não se faz saúde sem médico. O Brasil precisa de mais médicos com mais qualidade e mais perto da população”. Vale lembrar que qualquer proposta de vinda desses profissionais para o Brasil vai precisar ser aprovada pelo congresso nacional.
O Brasil possui hoje 1,8 médicos por mil habitantes. Esse índice é menor do que em outros países, como a Argentina, 3,2 médicos por mil habitantes, e Portugal e Espanha, ambos com 4 por mil. Em janeiro deste ano, prefeitos apresentaram à presidenta Dilma Rousseff a dificuldade em contratar médicos nos municípios pequenos e regiões mais carentes. “Uma das questões que virou tabu no Brasil é que o país tem muito médico. Contudo, os números não sustentam isso”, destacou Padilha.
Entre as sugestões apresentadas pelos gestores municipais estão políticas para atração de médicos estrangeiros, a exemplo de estratégias utilizadas por países desenvolvidos. Enquanto no Brasil 1% dos médicos se formou em outro país, na Inglaterra esse índice é de 40% e nos Estados Unidos, 25%. Canadá, 22%, e Austrália, 17%. “Nós vamos continuar estudando alternativas possíveis, inclusive aprendendo com experiências de outros países“, salientou o ministro Padilha.
As alternativas que estão sendo estudadas pelo Ministério da Saúde com base na experiência de outros países consideram a atuação de médicos com formação de qualidade e a inserção deles na realidade brasileira de forma responsável, bem como sua atuação nas áreas que mais carecem de profissionais.
Entre as políticas voltadas a atuação de médicos nas regiões que mais precisam, destaca-se a atuação conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação na estruturação dos serviços de saúde, ampliação de vagas de graduações em medicina nas periferias e pequenos municípios. Outra iniciativa é o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), em que o Ministério da Saúde oferece bolsa de R$ 8 mil para que médicos recém-formados trabalhem em Unidades Básicas de Saúde nas regiões mais carentes. Neste ano, 3.895 médicos estão atuando no programa, que conta com acompanhamento de universidades, especialistas e gestores de saúde.
* O Jornal da Saúde é um telejornal ao vivo. Exibido todo dia, às 13h. Reprise às 16h30 e às 18h30. Veja vídeos de nossas edições anteriores.
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