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Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva

Notícias

Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva [30/07/2012]



 

Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva
Você sabia que 80% das mulheres, em fase reprodutiva, estão sugeitas ao desenvolvimento de miomas? A afirmação é do Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas. Mas o que é possível fazer para diagnosticar o problema no início e ter maior sucesso no tratamento?
As visitas periódicas ao ginecologista, hábito que algumas mulheres encaram como um desconforto é considerado pelos medicos o melhor meio de se evitar que um mioma uterino, tipo de tumor benigno, venha a evoluir e provocar riscos à saúde. As consultas devem ser realizadas, por pelo menos, uma vez ao ano. 
O mioma pode aparecer sem apresentar qualquer sintoma ou mesmo danos ao corpo. Devido a essa característica, o médico responsável pelo Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas, Nilo Bozzini, alerta que entre 50% e 60% das portadoras do mioma podem passar a vida inteira sem saber do tumor.
Por isso, o médico salienta ser importante manter na rotina os exames ginecológicos e aconselha aquelas que descobrem a presença do tumor para “não sofrer com a notícia”.
Descobri que tenho mioma. Será necessário operar?
Segundo o especialista, a resposta para essa pergunta irá variar, de acordo com cada caso. Algumas vezes, o tamanho do mioma pode ser reduzido através do uso de medicamentos e em outros casoss, a cirurgia será a opção mais segura. Bozzini alerta que extirpar o mal por meio da histerectomia ou retirada do útero, normalmente, é uma opção adotada apenas para mulheres que já tiveram os filhos ou que já passaram da idade fértil.
“Cada caso é um caso”, pontua Bozzini, para explicar que não existe nenhuma conduta básica a seguir. Caberá ao médico decidir sobre a melhor forma de tratamento, a depender da idade da paciente, do volume, localização e evolução do tumor que se desenvolve no tecido do útero. Além do exame físico, o acompanhamento pode passar pelas etapas de uma ultrassonografia ou ressonância magnética.
Sintomas
Entre os sintomas que caracterizam os miomas estão sangramento menstrual em volume acima do normal, dor na região pélvica, aumento do tamanho do abdômen, dificuldade para urinar ou evacuar e até mesmo infertilidade. A doença pode estar relacionada à presença dos hormônios ovarianos estrógeno e progesterona, responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.
Embora tenham ocorrido avanços na medicina, lembra o médico, os estudos que avaliam se fatores genéticos podem levar à doença “ainda engatinham nesse aspecto”. O que se sabe, conta ele, é que as mulheres da raça negra são mais suscetíveis, porém as explicações para tal constatação ainda estão sendo pesquisadas.
Por Tina Szabados, com informações da Agência Brasil

Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva

A doença pode estar relacionada à presença dos hormônios ovarianos estrógeno e progesterona, responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Leia mais.

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Você sabia que 80% das mulheres, em fase reprodutiva, estão sujeitas ao desenvolvimento de miomas? A afirmação é do Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas. Mas o que é possível fazer para diagnosticar o problema no início e ter maior sucesso no tratamento?

As visitas periódicas ao ginecologista, hábito que algumas mulheres encaram como um desconforto são consideradas pelos medicos o melhor meio de se evitar que um mioma uterino, tipo de tumor benigno, venha a evoluir e provocar riscos à saúde. As consultas devem ser realizadas, por pelo menos, uma vez ao ano. 

O mioma pode aparecer sem apresentar qualquer sintoma ou mesmo danos ao corpo. Devido a essa característica, o médico responsável pelo Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas, Nilo Bozzini, alerta que entre 50% e 60% das portadoras do mioma podem passar a vida inteira sem saber do tumor.

Por isso, o médico salienta ser importante manter na rotina os exames ginecológicos e aconselha aquelas que descobrem a presença do tumor para “não sofrer com a notícia”.

 

Descobri que tenho mioma. Será necessário operar?

Segundo o especialista, a resposta para essa pergunta irá variar, de acordo com cada caso. Algumas vezes, o tamanho do mioma pode ser reduzido através do uso de medicamentos e em outros casoss, a cirurgia será a opção mais segura. Bozzini alerta que extirpar o mal por meio da histerectomia ou retirada do útero, normalmente, é uma opção adotada apenas para mulheres que já tiveram os filhos ou que já passaram da idade fértil.

“Cada caso é um caso”, pontua Bozzini, para explicar que não existe nenhuma conduta básica a seguir. Caberá ao médico decidir sobre a melhor forma de tratamento, a depender da idade da paciente, do volume, localização e evolução do tumor que se desenvolve no tecido do útero. Além do exame físico, o acompanhamento pode passar pelas etapas de uma ultrassonografia ou ressonância magnética.

 

Sintomas

Entre os sintomas que caracterizam os miomas estão sangramento menstrual em volume acima do normal, dor na região pélvica, aumento do tamanho do abdômen, dificuldade para urinar ou evacuar e até mesmo infertilidade. A doença pode estar relacionada à presença dos hormônios ovarianos estrógeno e progesterona, responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.

Embora tenham ocorrido avanços na medicina, lembra o médico, os estudos que avaliam se fatores genéticos podem levar à doença “ainda engatinham nesse aspecto”. O que se sabe, conta ele, é que as mulheres da raça negra são mais suscetíveis, porém as explicações para tal constatação ainda estão sendo pesquisadas.

 

Por Tina Szabados, com informações da Agência Brasil