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Ebola: US$ 7,2 bilhões necessários para recuperação da África Ocidental

Notícias

Ebola: US$ 7,2 bilhões necessários para recuperação da África Ocidental [13/07/2015]



Ebola: US$ 7,2 bilhões necessários para recuperação da África Ocidental
Valor foi anunciado pela presidente da Libéria durante Conferência Internacional de Recuperação do Ebola na sede da ONU
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Um evento de alto nível na sede da ONU, nesta sexta-feira, discute a recuperação do ebola. Falando em nome dos três países mais afetados pela doença, a presidente da Libéria disse que são necessários US$ 7,2 bilhões para os planos de recuperação destas nações e da região da União do Rio Mano.
 
Este valor, o equivalente a cerca de R$ 23,2 bilhões, inclui US$ 4 bilhões para a região como um todo. Ellen Johnson-Sirleaf disse "que não há dúvida que os recursos necessários são significativos". No entanto, ela acredita que isto pode ser alcançado através de compromissos bilaterais e multilaterais já existentes e recursos adicionais.
 
Os presidentes da Guiné e Serra Leoa também participaram do encontro. O evento teve ainda a presença do presidente da União Africana, que também é líder do Zimbabue.
 
Falando na abertura da Conferência Internacional de Recuperação do Ebola, o secretário-geral da ONU afirmou que a tarefa diante dos participantes é "imensa: concretizar as promessas de solidariedade" voltadas à ação.
 
Ban Ki-moon disse que a "estratégia para acabar com o surto está funcionando, mas o trecho final da resposta permanece particularmente desafiador".
 
Ele falou que o número de casos na Guiné e em Serra Leoa foi reduzido "consideravelmente". Mas novos casos na Libéria "mostram a necessidade de uma contínua vigilância dados os riscos regionais".
O país havia sido declarado livre do surto em 9 de maio.
 
Segundo Ban, "os impactos da crise do ebola foram vastos e muito trabalho é necessário para apoiar os países"   
Ele disse que o surto afetou o progresso em relação à paz e ao desenvolvimento, prejudicou serviços sociais e de saúde, além de ter impactado o funcionamento de escolas e hospitais.
 
Diversos setores econômicos foram afetados como agricultura, mineração, comércio, turismo, transporte, pesca e pecuária.
 
O secretário-geral afirmou que todas essas questões tiveram um efeito negativo sobre as economias dos três países, que, antes da crise, estavam em uma trajetória positiva de crescimento.
 
Para o chefe da ONU, "este impacto negativo em economias, subsistências e, mais importante, sobre as vidas, exige que a comunidade global continue dando prioridade à recuperação do ebola, mesmo após o abrandamento da crise".
 
Ele disse que o "objetivo comum é reconstruir capacidades mais fortes, seguranças e sistemas resilientes para prevenção e resposta".
 
Isso significa acesso a serviços de saúde em todos os locais, não apenas nas capitais, e que eles estejam equipados não só para "responder a surtos extraordinários, como o do ebola, mas para lidar com a malária, o cólera e outras doenças comuns".
 
Segundo Ban, "investir na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa renderá dividendos globais para evitar que surtos locais se tornem emergências nacionais e pandemias regionais".
 
Ele disse que, por isso, o evento desta sexta-feira na ONU "é mais do que discursos e promessas: é uma chance de moldar uma parceria para um futuro melhor", que seja "pleno de oportunidades e livre do ebola".
 
Desde que começou no ano passado, o surto teve mais de 27,6 mil casos, com mais de 11,2 mil mortes. A maioria na África Ocidental.
 
A conferência desta sexta-feira será seguida de um evento especial da União Africana na Guiné Equatorial, no dia 20 de julho.
 
Laura Gelbert
 
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