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É grande o número de ciclistas vítimas de acidentes no trânsito atendidos no SUS. Veja como evitar acidentes

Notícias

É grande o número de ciclistas vítimas de acidentes no trânsito atendidos no SUS. Veja como evitar acidentes [02/07/2012]



 

Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo revelou que, só em 2011, 3,4 mil ciclistas - vítimas de acidentes de trânsito na capital paulista -, foram internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O número representa uma média de nove ocorrências registradas por dia e um gasto anual de R$ 3,25 milhões.
De acordo com o médico socorrista do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (Grau) Hassan Yassien Neto, o estudo incluiu apenas aquelas vítimas que usaram o resgate e outra forma de atendimento emergencial. “Certamente o número pode ser muito maior por causa da não notificação. Às vezes, as vítimas vão para a casa e retornam para o hospital em outro momento, então esse número pode estar subestimado”, diz. 
Com relação ao número de mortos, a quantidade divulgada pela Secretaria (um a cada dia) também pode ser maior na opinião do médico, pois não foram levantadas as mortes que ocorrem no local do acidente.
As lesões mais frequentes dos ciclistas envolvem fraturas e contusões, ocorridas geralmente da cintura para baixo, que é normalmente a altura dos veículos. Outras lesões menos comuns, porém de maior gravidade, são traumatismos de crânio, tórax e abdome. Nesses casos, a recuperação do paciente varia conforme o tipo de atendimento dado: “dependendo do transporte, do tempo que leva para chegar ao médico e de como chegou, ele vai ter evoluções diferentes”, explica.
Por isso, o médico destaca a importância de recorrer ao atendimento emergencial em casos de acidentes com ciclistas, mesmo que a lesão não aparente ser grave. “A orientação que damos sempre é acionar os meios de apoio, resgate e bombeiros, para que possam fornecer ajuda e deixar que os médicos definam a real gravidade”, diz o médico socorrista. Ele destaca que é fundamental para prevenção o uso de equipamentos de segurança (capacete, joelheira e cotoveleira).
Para evitar acidentes
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda também o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. Além disso, orienta os ciclistas a usar roupas claras, acessórios refletivos, além da instalação de sinalizadores e lanternas na bicicletas para aumentar a visualização dos motoristas, sobretudo à noite, quando os cuidados precisam ser redobrados.
Os ciclistas devem, além disso, procurar ruas menos movimentadas e jamais trafegar em vias expressas e rodovias – prática que é proibida por lei. Circular entre veículos parados no “corredor” do trânsito, formado pelos carros parados nos semáforos, é outra prática perigosa. “Culpa-se muito o motorista, mas o ciclista também tem uma parcela de culpa dentro dessa história”, alerta o médico.

É grande o número de ciclistas vítimas de acidentes no trânsito atendidos no SUS. Veja como evitar acidentes 

Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo revelou que, só em 2011, 3,4 mil ciclistas - vítimas de acidentes de trânsito na capital paulista -, foram internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Leia mais.

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Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo revelou que, só em 2011, 3,4 mil ciclistas - vítimas de acidentes de trânsito na capital paulista -, foram internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O número representa uma média de nove ocorrências registradas por dia e um gasto anual de R$ 3,25 milhões.

De acordo com o médico socorrista do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (Grau) Hassan Yassien Neto, o estudo incluiu apenas aquelas vítimas que usaram o resgate e outra forma de atendimento emergencial. “Certamente o número pode ser muito maior por causa da não notificação. Às vezes, as vítimas vão para a casa e retornam para o hospital em outro momento, então esse número pode estar subestimado”, diz. 

Com relação ao número de mortos, a quantidade divulgada pela Secretaria (um a cada dia) também pode ser maior na opinião do médico, pois não foram levantadas as mortes que ocorrem no local do acidente.

As lesões mais frequentes dos ciclistas envolvem fraturas e contusões, ocorridas geralmente da cintura para baixo, que é normalmente a altura dos veículos. Outras lesões menos comuns, porém de maior gravidade, são traumatismos de crânio, tórax e abdome. Nesses casos, a recuperação do paciente varia conforme o tipo de atendimento dado: “dependendo do transporte, do tempo que leva para chegar ao médico e de como chegou, ele vai ter evoluções diferentes”, explica.

Por isso, o médico destaca a importância de recorrer ao atendimento emergencial em casos de acidentes com ciclistas, mesmo que a lesão não aparente ser grave. “A orientação que damos sempre é acionar os meios de apoio, resgate e bombeiros, para que possam fornecer ajuda e deixar que os médicos definam a real gravidade”, diz o médico socorrista. Ele destaca que é fundamental para prevenção o uso de equipamentos de segurança (capacete, joelheira e cotoveleira).

 

Para evitar acidentes

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda também o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. Além disso, orienta os ciclistas a usar roupas claras, acessórios refletivos, além da instalação de sinalizadores e lanternas na bicicletas para aumentar a visualização dos motoristas, sobretudo à noite, quando os cuidados precisam ser redobrados.

Os ciclistas devem, além disso, procurar ruas menos movimentadas e jamais trafegar em vias expressas e rodovias – prática que é proibida por lei. Circular entre veículos parados no “corredor” do trânsito, formado pelos carros parados nos semáforos, é outra prática perigosa. “Culpa-se muito o motorista, mas o ciclista também tem uma parcela de culpa dentro dessa história”, alerta o médico.

Por Tina Szabados, com informações da Agência Brasil