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Dois terços das brasileiras não associam HPV a câncer

Notícias

Dois terços das brasileiras não associam HPV a câncer [15/05/2013]



Dois terços das brasileiras não associam HPV a câncer 

Dado preocupa pois o câncer de colo do útero é o segundo que mais mata mulheres no Brasil

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da redação do Jornal da Saúde

Duas em cada três mulheres não sabem que o HPV (papilomavírus humano) pode causar o câncer do colo do útero. É o que aponta um levantamento realizado pelo Ibope, em parceria com a Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia,  em seis capitais brasileiras com 700 mulheres entre 16 a 55 anos de idade. A infecção por esse vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver esse tipo de câncer.

O dado é preocupante, pois a prevenção contra o vírus é a forma mais eficaz de evitar a doença – o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de mama.

O HPV é um vírus sexualmente transmissível, que é passado em um simples contato de pele com pele, desde que nas regiões infectadas. Provoca verrugas e ferimentos genitais, e essas verrugas muitas vezes dão origem a tumores. O tipo de câncer mais comumente causado por ele é o de colo de útero, mas isso pode ocorrer também no ânus, no pênis ou na garganta.

O levantamento descobriu que 18% das mulheres nunca fizeram o exame papanicolau – principal forma de detectar as lesões que podem levar ao câncer do colo do útero – e 13% fizeram apenas uma vez. Além disso, 40% das mulheres não acham que os exames preventivos de rotina podem servir como forma de prevenção à doença.

De acordo com a pesquisa, 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção ao câncer do colo do útero. Estudos mostram que, embora o HPV seja comum (80% da população mundial já foram infectados ao menos uma vez na vida), ele é responsável pelo surgimento do câncer do colo do útero em alguns mulheres mais suscetíveis.

Após a divulgação dos dados da pesquisa, o presidente da associação, Garibaldo Mortoza Júnior afirmou que foi enviada “como recomendação ao Ministério da Saúde um pedido para que essa vacina seja incorporada ao calendário oficial."

O estudo foi realizado em seis capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. “Se nas principais capitais, a desinformação paira, imagina nas cidades menores”, comentou Mortoza.

Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o câncer de colo do útero é o mais comum entre as mulheres, à frente até do câncer de mama.