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Dia Mundial de Luta contra a Malária destaca sete personalidades que combatem a doença
OMS entrevistou sete personalidades, incluindo Bill Gates, para marcar a data
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Assinala-se este 25 de abril, o Dia Mundial de Luta Contra a Malária. Na data, que este ano coincide com o 70º aniversário da Organização Mundial da Saúde, OMS, a agência decidiu entrevistar sete personalidades sobre o tema, correspondendo a uma por cada década.
Entre os entrevistados estão, por exemplo, Bill Gates, da Fundação Bill e Melinda Gates, e a médica Neena Valecha, que dirige o Instituto Nacional de Pesquisa sobre a Malária na Índia.
Novos instrumentos
A Fundação Bill e Melinda Gates colocou a malária como uma das suas prioridades em 2007. Na entrevista, o filantropo diz que o mundo “esteve muito bem”, analisando a redução do número de mortes neste período. Nos últimos anos, no entanto, houve um aumento do número de contaminações.
Gates acredita que “quando se fica parado, o mosquito e o parasita evoluem mais do que os instrumentos” de combate. Por isso, explica, é preciso acelerar o desenvolvimento de inovações e colocá-las no terreno.
Eliminação
A diretora do Instituto Nacional de Pesquisa sobre a Malária na Índia, Neena Valecha, diz que “é preciso haver investigação permanente para alcançar o objetivo de eliminar a malária.”
A especialista explica que a doença é muito complexa, com constantes evoluções, mas pode ser combatida. Segundo ela, “existe compromisso político” e o exemplo de outras doenças que foram eliminadas em alguns países, como a pólio.
A agência da ONU entrevistou ainda o diretor-executivo da Parceria RBM para Eliminar a Malária, Kesete Admasu, o diretor do Programa Global da Malária da OMS, Pedro Alonso, o diretor regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, a representante da OMS na Nigeria, Lynda Ozor, e o chefe do Consórcio Malária, Arantxa Roca-Feltrer.
Apelo
A OMS diz que, para cumprir os objetivos até 2030, é necessário “expandir a cobertura de ferramentas que já provaram a sua eficácia, combinando isso com mais investimentos em investigação e desenvolvimento de novos instrumentos.”
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pediu à comunidade global que elimine as falhas críticas na resposta à malária. Segundo ele, “é preciso garantir que ninguém é deixado para trás no acesso a serviços de prevenção, diagnóstico, e tratamento da malária.”
Segundo os últimos dados da OMS, 216 milhões de pessoas contraíram a doença em 2016. Destas, 445 mil perderam a vida.