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Denúncias de violência homofóbica sobem 166% em 2012

Notícias

Denúncias de violência homofóbica sobem 166% em 2012 [28/06/2013]



Denúncias de violência homofóbica sobem 166% em 2012

Dados foram divulgados no relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil

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da redação do Jornal da Saúde

O governo divulgou ontem o relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil 2012. O documento mostra que os casos de agressão contra a população LGBT praticamente triplicou em relação a 2011 e as denúncias mais que dobraram.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), foram registradas 3.084 denúncias relacionadas à população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, uma alta de 166% em relação às 1.159 registradas em 2011.

Já o número vítimas de violência contra a população LGBT saltou de 1.713 para 4.851. Um aumento de 183,19%. Ainda de acordo com o relatório da secretaria divulgado nesta quinta-feira (27), os casos de violência envolveram 4.784 suspeitos.

Em 61,16% dos casos, a vítima tinha entre 15 e 29 anos.

Violações

Em relação às violações houve aumento de 46,6%. O relatório considera como violação a discriminação, violência psicológica e agressão física.

As violações que tiveram maior alta de denúncias foram a violência psicológica, com alta de 83,20%, e a discriminação, 74,1%. Também houve aumento considerável de denúncias de violência física, de 32,68%.

O número de violações é maior do que o de denúncias já que uma mesma vítima pode sofrer mais de uma violação. A média de 2012 é de 3,23 violações para cada vítima.

Os homicícios aumentaram 11,5% em relação a 2011.

Mudança de perfil dos denunciantes

Segundo a secretaria, houve uma mudança no perfil dos denunciantes: em 2011, a maior parte das denúncias era feita diretamente por quem sofria a violência. Já no ano passado a maior parte das denúncias veio de terceiros, não diretamente envolvidos na violência.

Em 2011, 41,9% das denúncias eram feitas pelas vítima e 26,3% por desconhecidos. Em 2012, 47,4% foram feitas por desconhecidos e 10,5% pela própria vítima. A secretaria atribui a mudança do perfil ao reconhecimento dessa violência como uma agressão aos direitos humanos e à ajuda da população ao grupo.

O Nordeste lidera o ranking de denúncias, segundo o relatório de 2012. Este é o primeiro ano em que há a estratificação dos dados por unidade da federação.

O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: ano de 2012, que está na segunda edição, usa informações do Disque 100, da secretaria; do Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); e da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde. Também foram levados em conta denúncias feitas pelos meios de comunicação.