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Coração artificial brasileiro deve ser testado em dois meses
A novidade estabiliza a função cardiológica do doente, possibilitando a sobrevida até o transplante de um novo órgão. Leia mais.
Por Tina Szabados
Corações artificiais desenvolvidos no Brasil devem começar a ser testados em seres humanos dentro de dois meses. A informação foi divulgada neste domingo (15/04) pela Agência Brasil.
Trata-se de um equipamento - desenvolvido para ser colocado dentro do paciente, que estabiliza a função cardiológica do doente, possibilitando a sobrevida até o transplante de um novo órgão. O "coração artificial" atua auxiliando o coração debilitado.
Pacientes da fila de espera do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, serão os primeiros a receber o aparelho, que é indicado a pacientes que não respondem mais ao tratamento clínico.
O desenvolvimento do coração artificial teve início em 1998 e foi idealizado por Aron José Pazin de Andrade, coordenador do Centro de Engenharia em Assistência Circulatória do Instituto Dante Pazzanese, onde o dispositivo foi construído.
“O aparelho pode ajudar os dois ventrículos e a situação do paciente não piora mais porque ele reestabelece a boa circulação sanguínea e descarrega o trabalho cardíaco. Então o paciente pode suportar o tempo que for necessário dessa forma, não tem limite de tempo”, diz Andrade. Há pacientes com dispositivos similares colocados há cerca de seis anos.
A novidade já vinha sendo testada em animais desde 2004 e, segundo Pazin de Andrade, com bons resultados. Agora, os pesquisadores do projeto pediram autorização para o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testá-lo em humanos. Os testes deverão ser feitos em dez pacientes, durante um período de um a dois meses. Mas, de acordo com Andrade, o período total de testes pode chegar a 20 meses.
Para testar o novo coração, os pacientes devem estar na fila de espera do transplante, pesar entre 45 e 90 quilos, estar com o coração debilitado e não responder mais às drogas ministradas para contonar a situação.
O aparelho, desenvolvido com o apoio do Hospital do Coração, do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agrega alta tecnologia e está sendo construído de forma quase artesanal em um laboratório especializado no Dante Pazzanese. Deverá custar de R$ 60 mil a R$ 100 mil.
“Aqui no Brasil, o custo do investimento já foi pago com dinheiro público, arrecadação. O que nós vamos cobrar é a despesa de produção do aparelho, e o SUS [Sistema Único de Saúde] consegue, nesses valores bem menores, sustentar a aplicação do aparelho”, destaca Andrade. No exterior, um aparelho similar custa em torna de US$ 200 mil e sua aplicação depende do treinamento de uma equipe médica para colocar o aparelho.