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CFM propõe que morte cerebral seja atestada sem neurologista
Objetivo é dar agilidade ao processo para beneficiar captação de órgãos para transplante
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da redação do Jornal da Saúde
O Conselho Federal de Medicina (CFM) quer mudar a forma como a morte cerebral é atestada no país. Uma proposta, que já foi apresentada à Casa Civil, dispensa a exigência de que apenas o neurologista realize o diagnóstico.
Pelo projeto, a necessidade de o laudo ser assinado por dois médicos continuaria mantida. Apenas a exigência de um deles ser neurologista é que seria dispensada. A proposta também reduz de o intervalo entre os testes necessários para comprovar a morte cerebral de seis para uma hora.
O objetivo é dar mais agilidade ao processo e, com isso, melhorar o sistema de captação de órgãos para transplantes. O problema principal é que em cidades menores é pequena a disponibilidade de neurologistas de plantão.
A identificação da morte cerebral é o primeiro passo para que o paciente possa tornar-se doador de órgãos. Quando há concordância da família - após a confirmação da morte cerebral -, é iniciado todo o processo, com a notificação da central de captação. Sem o neurologista para atestá-la, mesmo que a família concorde, o processo não vai para frente.
Em nota, o Conselho Federal de Medicina informou que a proposta ainda está sendo avaliada. Para avançar no debate, o CFM precisa aguardar a regulamentação da lei sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Só depois disso, a mudança no diagnóstico da morte cerebral será discutida pelo plenário do Conselho.
* O Jornal da Saúde é um telejornal ao vivo. Exibido todo dia, às 13h. Reprise às 16h30 e às 18h30. Veja vídeos de nossas edições anteriores.
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