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CFM propõe que morte cerebral seja atestada sem neurologista

Notícias

CFM propõe que morte cerebral seja atestada sem neurologista [10/05/2013]



 

CFM propõe  que morte cerebral seja atestada sem neurologista

Objetivo é dar agilidade ao processo para beneficiar captação de órgãos para transplante

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da redação do Jornal da Saúde

O Conselho Federal de Medicina (CFM) quer mudar a forma como a morte cerebral é atestada no país. Uma proposta, que já foi apresentada à Casa Civil, dispensa a exigência de que apenas o neurologista realize o diagnóstico.

Pelo projeto, a necessidade de o laudo ser assinado por dois médicos continuaria mantida. Apenas a exigência de um deles ser neurologista é que seria dispensada. A proposta também reduz de o intervalo entre os testes necessários para comprovar a morte cerebral de seis para uma hora.

O objetivo é dar mais agilidade ao processo e, com isso, melhorar o sistema de captação de órgãos para transplantes. O problema principal é que em cidades menores é pequena a disponibilidade de neurologistas de plantão.

A identificação da morte cerebral é o primeiro passo para que o paciente possa tornar-se doador de órgãos. Quando há concordância da família - após a confirmação da morte cerebral -, é iniciado todo o processo, com a notificação da central de captação. Sem o neurologista para atestá-la, mesmo que a família concorde, o processo não vai para frente.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina informou que a proposta ainda está sendo avaliada. Para avançar no debate, o CFM precisa aguardar a regulamentação da lei sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Só depois disso, a mudança no diagnóstico da morte cerebral será discutida pelo plenário do Conselho.
 

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