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Cerca de 894 milhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico no mundo
A ONU estima que diariamente dois milhões de toneladas de resíduos humanos são colocados em ambientes aquáticos.
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Da redação do Jornal da Saúde
com informações do Portal EBC
Apenas 2,5% de toda a água existente no mundo é doce. A já reduzida porcentagem fica ainda menor (0,3%) quando se fala em água fresca, de fácil acesso, disponível em lagos, lagoas, rios e riachos. Mas a interferência humana de modo agressivo e desordenado vem piorando a disponibilidade de recursos hídricos. Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água – em 22 de março – campanhas alertam sobre a ameaça da poluição a ambientes aquáticos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que diariamente dois milhões de toneladas de resíduos humanos são colocados em ambientes aquáticos. A produção de poluentes orgânicos despejados na água pelo setor de alimentos chega a 40% em países de alta renda e 54% em países de baixa renda.
Além de contribuir para a mortalidade nos rios e atingir diretamente as comunidades ribeirinhas, a poluição vem associada a outro fator de risco apontado por organismos internacionais e nacionais: o saneamento básico. Com a ação degradante do homem sobre o recurso e os altos preços para a despoluição hídrica, falta água no mundo para surprir as necessidades mais básicas da população.
Ainda de acordo com a ONU, cerca de 894 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a condições sanitárias adequadas. A cada vinte segundos, uma criança morre vítima de doenças causadas pela falta de saneamento básico, a exemplo da diarréia. Para se ter uma ideia, a África Subsaariana gasta pelo menos 12% do orçamento destinado à saúde pública no tratamento dessa enfermidade.
* O Jornal da Saúde é um telejornal ao vivo. Exibido todo dia, às 13h. Reprise às 16h30 e às 18h30. Veja vídeos de nossas edições anteriores.
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