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Centro de Controle de Doenças dos EUA conclui que Zika pode causar microcefalia

Notícias

Centro de Controle de Doenças dos EUA conclui que Zika pode causar microcefalia [14/04/2016]



Centro de Controle de Doenças dos EUA conclui que Zika pode causar microcefalia
Entretanto, o relatório pondera que nem todas as gestantes infectadas pelo vírus Zika tiveram fetos com microcefalia
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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou nesta quarta-feira (13) um estudo no qual conclui que o vírus Zika pode provocar microcefalia e lesões cerebrais fetais graves. No artigo publicado no New England Journal of Medicine, os autores disseram que, após estudos, está confirmada a relação do vírus com a microcefalia.
 
“Agora está claro que o vírus provoca microcefalia. E também estamos estudando como o Zika pode ser a ponta do iceberg para outras lesões cerebrais e problemas de desenvolvimento”, detalhou Tom Frieden, diretor do CDC. Segundo ele, a confirmação só reforça a necessidade de que mulheres grávida e seus parceiros evitem 100% a infecção pelo vírus Zika.
 
Frieden afirmou ainda que não foi uma descoberta isolada que levou à conclusão, e sim a soma de numerosas evidências e a publicação de diversos estudos sobre o assunto. Uma das pesquisas decisivas foi realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com gestantes atendidas pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro.
 
Entretanto o relatório pondera que nem todas as gestantes infectadas pelo vírus Zika tiveram fetos com microcefalia, por isso não se pode concluir que só a presença do vírus desencadeia a doença. “Ainda não há uma prova conclusiva sobre isso”, informou o estudo.
 
Para os pesquisadores, estabelecer a relação causal entre o Zika e as doenças no cérebro dos fetos representa um passo importante para uma conclusão definitiva, mas a prevenção no momento é a chave para evitar novos casos.
 
O CDC voltou a recomendar que mulheres grávidas evitem viajar para regiões afetadas com casos de contaminação pelo Aedes aegypiti, bem como o uso de preservativo nas relações sexuais. Outra medida é evitar gestações em caso de viagem ou permanência nos lugares com incidência de casos do vírus Zika.
 
Para o Ministério da Saúde, o estudo reforça ainda mais a relação que foi reconhecida pelo governo brasileiro em novembro de 2015
 
com informações da