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Brasil vai produzir imunossupressor com matéria-prima 100% nacional
Avanço foi possível graças a acordo entre Farmanguinhos e o laboratório Libbs
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da redação do Jornal da Saúde
com informações do Estadão
O Brasil vai passar a produzir com matéria-prima 100% nacional o medicamento Tracolimo, usado para evitar a rejeição a órgãos transplantados como rim e fígado. A produção totalmente brasileira do medicamento vai trazer uma economia de R$ 240 milhões aos cofres públicos.
Serão distribuídos 6,6 milhões de cápsulas do Tacrolimo, imunossupressor que diminui a atividade do sistema imunológico, evitando a rejeição ao órgão transplantado. Pacientes submetidos a transplante renal terão acesso ao medicamento produzido com tecnologia 100% nacional já a partir deste mês.
A iniciativa beneficiará mais de 25 mil pessoas no Brasil. Até o fim do ano serão distribuídos 36 milhões de cápsulas, de forma a atender à demanda anual.
Esse avanço foi possível por meio de um acordo de cooperação tecnológica firmado em agosto de 2010 entre o laboratório Farmanguinhos/Fiocruz e o laboratório nacional Libbs Farmacêutica para a fabricação no país do remédio, que era importado. A Libbs se comprometeu a passar todo o conhecimento técnico para produzir o remédio para Farmanguinhos.
O processo é gradual durante o período de cinco anos de vigência do contrato de transferência de tecnologia. Testes de bioequivalência garantindo que o remédio genérico tenha as mesmas propriedades do produto de referência foram feitos em 2011.
Durante os três primeiros anos do contrato, a produção será feita pela empresa farmacêutica detentora da tecnologia e, a partir de 2015, Farmanguinhos fabricará, em suas instalações, metade da produção do Tacrolimo. A partir de 2017, o instituto vai suprir 100% da demanda nacional.
O laboratório Libbs continuará fornecendo para Farmanguinhos o princípio ativo do remédio. "Nós até poderíamos continuar a produzir esse medicamento, mas não teríamos venda, porque 100% da demanda é atendida pelo SUS, e, ao transferirmos essa tecnologia para o Estado, a gente não tem mais cliente", diz o diretor da Libbs Farmacêutica, Álvaro Athayde.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, o principal objetivo do acordo é garantir a internalização da tecnologia para alcançar soberania no remédio que figura na lista de produtos estratégicos no SUS.
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