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(Foto: Gutemberg Brito/IOC-Fiocruz)
Publicados em revistas científicas internacionais, dois estudos liderados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demonstram ação do antiviral sofosbuvir – medicamento usado no tratamento da hepatite C – em infecções por febre amarela e chikungunya. Os dados inéditos foram obtidos em testes com camundongos, considerados modelos para estudo dos agravos. Na infecção por febre amarela, o antiviral diminuiu a mortalidade e as lesões no fígado dos animais. Já nos casos de chikungunya, o sofosbuvir reduziu a mortalidade, a inflamação articular e as sequelas neurológicas. Os estudos foram liderados pelo grupo de cientistas que apontou, de foram pioneira, a ação do sofosbuvir sobre o vírus zika, em 2016. O artigo referente ao vírus da febre amarela foi divulgado no dia 30 de janeiro na revista científica Plos Neglected Infectious Diseases, enquanto o estudo sobre chikungunya foi publicado no dia 29 de janeiro na edição do periódico Antimicrobial Agentes and Chemotehrapy.
Os dois estudos foram realizados em colaboração por quatro unidades da Fiocruz: Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos). A investigação sobre o vírus chikungunya teve ainda a cooperação com Instituto D’Or de Pesquisa (IDOR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Consórcio BMK, formado pelas empresas Blanver Farmoquímica, Microbiológica Química e Farmacêutica e Karin Bruning. Já a pesquisa sobre o vírus da febre amarela foi feita em parceria com UFRJ e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).