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Cerca de 70% da superfície da Terra é composta por água. Desse total, 97% é salgada e menos de 3% doce, ou seja, própria para consumo, sendo que apenas 0,04% está disponível em rios, lagos e mangues. É uma conta fácil de entender e uma simples demonstração do quanto se precisa levar a sério esse recurso natural e renovável.
Há muito se fala sobre o risco de escassez de água potável no planeta. A água doce é limitada, como vimos, e mal distribuída. Sessenta porcento está concentrada em apenas 10 países. O Brasil está entre eles e aumenta essa diferença por dispor da maior quantidade do recurso (12% da água doce do mundo). Mas, apesar de ser um país com abundância hídrica, isso não se reflete na distribuição do recurso à população.
A geografia e a demografia do país tornam a distribuição desigual entre as regiões do Brasil. A grande concentração de água doce está localizada nos rios da Bacia Amazônica. Isso significa que aproximadamente 75% está no Norte do país, uma região em que se tem um baixo índice populacional, ao contrário do Sudeste e Nordeste, que são as regiões mais povoadas, e concentram 6% e 3% da água doce, respectivamente.
Mas não é só isso. Aspectos econômicos e sociais também afetam a quantidade e a qualidade da água que chega aos brasileiros. As regiões mais carentes não podem contar com serviços de saneamento básico, precários ou inexistentes em muitas localidades.
Outras questões, como gestão dos recursos hídricos, desperdícios, consumo desigual de água potável, em que o setor agrícola consome quase 70% da água, seguido pela indústria com cerca de 22%, restando ao abastecimento doméstico aproximadamente 8% e contaminação das estações de tratamento de água, reforçam o cenário preocupante do Brasil.
Esse cenário é apenas uma representação do problema de dimensão mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água própria para consumo. O recurso que já foi considerado inesgotável está ficando cada vez mais escasso e precisa ser entendido como uma das maiores discussões a ser enfrentada no momento.
Para debater o tema, o Sala de Convidados traz a participação, ao vivo e remota, do pesquisador do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Léo Heller; da professora do Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), Ana Cristina Sousa; e da geógrafa, mestre em Dinâmicas dos Oceanos e da Terra e membro do Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha, Rejany Ferreira.
E você também é nosso convidado. Aproveite a chance de esclarecer sua dúvida enviando perguntas e comentários pelas nossas redes sociais e pelo whatsapp (21) 99701-8122. As participações já podem ser enviadas, até durante o ao vivo, das 11h às 12h, nesta quinta-feira (8/4).
Dica importante
Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.
Sobre o Sala de Convidados
Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde, e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia, com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.
Como assistir
Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.
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