Agências da ONU anunciam maior iniciativa global contra a raiva [28/09/2017]
Agências da ONU anunciam maior iniciativa global contra a raiva
Parceria "Unidos contra a Raiva" quer acabar com mortes de seres humanos pela versão da doença transmitida, na maioria, por cães até 2030
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Agências das Nações Unidas marcaram, este 28 de setembro, o Dia Mundial de Combate à Raiva com o anúncio da "maior iniciativa global" já realizada contra a doença.
"Unidos Contra a Raiva" envolve a Organização Mundial da Saúde, OMS, a Organização Mundial da Saúde Animal, OIE, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Aliança Global para o Controlo da Raiva, Garc.
Transmissões
A meta da estratégia é acabar com as mortes de seres humanos por causa da raiva canina até 2030.
Os cães são a principal fonte dos óbitos devido à doença em pessoas, por contribuírem para 99% das transmissões. A OMS defende que é possível eliminar a raiva vacinando os cães e prevenindo as mordidas pelo animal.
O foco do “Zero por 30: O Plano Estratégico” é abordar a doença "como um todo envolvendo vários setores", com destaque para o papel dos serviços veterinários, de saúde e da educação na prevenção e no controlo da raiva.
De acordo com a OMS, a doença viral ocorre em mais de 150 países e territórios, sendo geralmente fatal quando os sintomas aparecem. A raiva é 100% evitável, destaca a agência da ONU.
Crianças
Ásia e África são as regiões que registam dezenas de milhares de mortes por ano devido à infeção. Pelo menos 40% das vítimas de mordidas dos animais com raiva são crianças menores de 15 anos.
Uma das medidas mais eficazes para salvar vidas é uma lavagem imediata e cuidadosa com água é sabão após o contacto com do corpo com um animal suspeito de ter a doença.
Doença da pobreza
A raiva é considerada uma "doença da pobreza" e negligenciada, porque afeta aos mais pobres do mundo que "não podem pagar pelo tratamento ou pelo transporte para receber cuidados".
Em representação da nova parceria, a médica Bernadette Abela-Ridder disse que o plano garante apoiar os países a desenvolver planos nacionais e fornece ferramentas inovadoras de capacitação e educação em redes regionais de raiva.
Abela-Ridder aponta as vacinas como "componente essencial do plano global" e um impulso para programas nacionais, daí que a iniciativa fornece liderança e defende que haja "recursos para atingir zero mortes pela raiva humana em 2030".
A parceria defende que o mundo tem conhecimento, tecnologia e vacinas necessários para eliminar a raiva.
Eleutério Guevane