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Acidentes com fogos de artifício aumentam durante festas juninas
Além de mortes, o uso inadequado de fogos de artifício e rojões pode provocar queimaduras graves, lacerações, amputações, perda auditiva e de visão, temporária ou permanentemente
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No período das festas populares, como os meses de junho e julho, os acidentes com fogos de artifício são frequentes. Para conscientizar a população sobre os riscos de se manusear inadequadamente artefatos explosivos, o Ministério da Saúde apoia as ações de alerta preparadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) voltadas para orientar sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar graves sequelas em época de festa juninas e comemorações relacionadas aos jogos da Copa do Mundo.
“O uso de forma errada dos fogos de artifício pode causar acidentes graves, como queimaduras, amputações, perda da visão e lesões auditivas. É importante que a população tenha consciência sobre os riscos e tome todo o cuidado nesse período”, alertou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.
Entre 2007 e 2017, foram registrados, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 5.620 internações e 1.612 atendimentos ambulatoriais em decorrência de acidentes provocados por queima de fogos de artifício. No mesmo período, a pasta registrou 96 mortes em todo o Brasil. Ao longo desses dez anos, 2014 foi o que registrou maior de número de acidentes, foram 620 internações, contra uma média de 500 nos demais anos.
Em casos de acidente, é recomendado lavar o ferimento com água corrente, não tocar na área queimada, não cobrir o ferimento e não usar nenhum tipo de substância sobre a lesão, como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. Logo após, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo para o adequado atendimento médico.
Gustavo Frasão
Agência Saúde