Ação leva atendimento especializado a indígenas do Amazonas [02/09/2015]
Ação leva atendimento especializado a indígenas do Amazonas
Cerca de 150 profissionais envolvidos e quatro meses de preparação
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Quinze toneladas de equipamentos e outras sete de gêneros alimentícios. Cerca de 150 profissionais envolvidos e quatro meses de preparação. Doze geradores de alta potência funcionando ininterruptamente, abastecidos por 54 mil litros de combustível que garantem também o ir e vir de aeronaves e embarcações. Expectativa de atender mais de 2.000 indígenas e realizar aproximadamente 250 cirurgias, tudo em plena floresta amazônica.
Os números expressivos refletem parte dos desafios para levar cirurgias e assistência médica especializada a indígenas que ainda vivem geograficamente isolados na região Norte do Brasil. A ação resulta do esforço coletivo de governos, da organização sem fins lucrativos Expedicionários da Saúde (EDS), da própria comunidade indígena e de outros parceiros importantes, como laboratórios farmacêuticos.
Os investimentos e a participação efetiva de órgãos do Governo Federal, como a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, e o Ministério da Defesa, por meio do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB), são decisivos para o êxito da expedição. "Nossos parceiros são a grande riqueza desse projeto que traz cidadania e qualidade de vida a esses povos", afirma Márcia Abdalah, coordenadora-geral de logística do EDS.
Segundo ela, só mesmo o empenho e a dedicação de todos os envolvidos permitem atingir o propósito maior da expedição. "Cuidando dessas populações, garantimos a preservação delas e da floresta. É uma forma de mantê-los em seu território, sem que haja necessidade de buscarem tratamento em centros urbanos. Assim, mantêm-se afastados de nossa sociedade e de tudo aquilo que ela oferece de não-benefícios para eles", comenta Márcia.
O ortopedista Ricardo Afonso Ferreira, um dos idealizadores do projeto, destaca a evolução gradativa do Expedicionários da Saúde. "Desde a primeira edição, realizada em abril de 2004, o escopo e os desafios têm aumentado a cada vez. O Governo Federal é um importante parceiro, pois os custos de uma operação como esta são bastante elevados. Porém, os bens imateriais que deixamos para as comunidades nos dão a certeza de que estamos no caminho certo", pontua.
"É uma população escassa e que vive dispersa numa região muito vasta. Como já recebem atenção básica, por meio das ações da Sesai, unimos esforços para promover cirurgias e atendimento especializado. Para isso, contamos com um grande grupo de médicos, enfermeiros e logísticos, todos voluntários. São profissionais que deixam suas rotinas de trabalho nas grandes cidades e embarcam conosco nessa experiência antropológica", acrescenta Ricardo Ferreira.
Bruno Monteiro
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