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A Pandemia em um País Racista é o tema do Sala de Convidados. Quinta-feira (15/4), às 11h, ao vivo, no Canal Saúde

Notícias

A Pandemia em um País Racista é o tema do Sala de Convidados. Quinta-feira (15/4), às 11h, ao vivo, no Canal Saúde [14/04/2021]



Três séculos de escravidão no Brasil explicam o racismo estrutural no país. Mesmo depois da abolição da escravatura, a pessoa negra teve negada a chance de ascender socialmente pela falta de políticas de inclusão. Dessa forma, a maioria acabou, na prática, com menos direitos e oportunidades. Foi sob esse pilar que a sociedade brasileira se estruturou, tornando a maior parte das mulheres e dos homens negros a população vulnerável do país. E o que dizer sobre isso em meio a pior crise sanitária vivida nesse século?   

A pandemia do novo coronavírus atingiu mais negros do que brancos, o que já demonstra o recorte racial num contexto de desigualdade social, que não permite o acesso da população a condições básicas de saúde e saneamento. Isso se reflete diretamente no número de óbitos por covid-19. Pessoas pobres, moradores de periferia e com baixa escolaridade se mostraram mais vulneráveis a contrair o vírus. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretos e pardos representaram 57% dos mortos pela doença no ano passado enquanto brancos 41%. Em âmbito nacional, houve também um salto no número de mortes pela pandemia, evidenciando ainda mais as desigualdades sociais e raciais no Brasil. Foram 27,8% de óbitos a mais no ano passado de negros contra 17,6% a mais de brancos. Esse resultado é parte da análise do estudo da Vital Strategies com o apoio do Afro-Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que se baseou em dados do Sistema e Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) e do sistema de informação da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais.

Para debater o tema, o Sala de Convidados traz a participação, ao vivo e remota, da diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck; da psicóloga e ativista da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras, Michely Ribeiro; e da professora e pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (DAPS-Ensp/Fiocruz), Roberta Gondim.

E você também é nosso convidado. Aproveite a chance de esclarecer sua dúvida enviando perguntas e comentários pelas nossas redes sociais e pelo whatsapp (21) 99701-8122. As participações já podem ser enviadas, até durante o ao vivo, das 11h às 12h, nesta quinta-feira (15/4).

Dica importante

Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia.

Sobre o Sala de Convidados

Programa ao vivo, inédito toda quinta-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde, e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia, com perguntas através do número 0800 701 8122, pelo WhatsApp 21 99701- 8122, pelas redes sociais do Canal Saúde ou pelo e-mail canal@fiocruz.br.

Como assistir 

Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.

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Mais informações: (21) 99701-8122 (WhatsApp); canal@fiocruz.br